Estudo sobre a efetividade das diretrizes fundamentais para áudio-descrição segundo a Audio Description Coalition: resultados preliminares
Palavras-chave:
áudio-descrição, diretrizes fundamentais, audio description coalition, acessibilidade comunicacional, inclusãoResumo
Segundo censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) 18,8% da população brasileira declarou ter deficiência visual em algum grau (“alguma dificuldade”, “grande dificuldade” ou “não consegue de modo algum”), o que corresponde a mais de 34 milhões de pessoas excluídas do direito à acessibilidade comunicacional plena. Na região Nordeste 4,1% da população – mais de 2 milhões de entrevistados – afirmou ter deficiência visual severa. A áudio-descrição (AD) é um recurso assistivo que busca suprir essa falta de acessibilidade comunicacional proporcionando a pessoas cegas ou com baixa visão o direito de ter acesso a conteúdos imagéticos estáticos ou dinâmicos em pé de igualdade com pessoas sem deficiência.
Além disso, a AD beneficia ainda idosos, pessoas que estejam impedidas de enxergar temporariamente, disléxicos e pessoas com deficiência intelectual, por exemplo. O presente trabalho tem por finalidade apresentar os resultados preliminares obtidos a partir de pesquisa qualitativa realizada na Associação Pernambucana de Cegos (APEC) em dezembro de 2014 com o objetivo de verificar a efetividade das diretrizes fundamentais para áudio-descrição oferecidas pela instituição Audio Description Coalition ou, em português, União em Prol da Áudio-descrição descritas no documento “Diretrizes para Áudio-descrição e Código de Conduta Profissional para áudio-descritores Baseados no Treinamento e Capacitação de Áudio-descritores e Formadores dos Estados Unidos 2007-2008”. Os resultados apresentados aqui são provisórios.
Com tal pesquisa, a autora parte da hipótese de que as diretrizes supracitadas são capazes de trazer autonomia e empoderamento para o público usuário da áudio-descrição. Foram realizadas duas visitas à APEC e a metodologia de grupo focal para coletar as impressões dos participantes destes encontros a fim de apontar suas preferências com relação à tradução visual de curtas-metragens de animação. Para isso os mesmos filmes foram exibidos de duas formas: primeiro seguindo as diretrizes da União em Prol da Áudio-descrição e depois utilizando termos e palavras que não constam no documento produzido pelo grupo estadunidense.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Direitos autorais (c) 2014 Revista Brasileira de Tradução Visual

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
