As letras em relevo sob nossos dedos: em pauta a leitura e a escrita no sistema braille
Resumo
A comunicação escrita está presente nos mais diversificados espaços e ações, sejam acadêmicos, profissionais, culturais ou interativos. Segundo Manguel (1997), a partir do momento que aprende a ler, o ser humano insere-se na sociedade e constrói seu conhecimento de forma independente. A capacidade de ler e escrever proporciona ao indivíduo independência social, visto que, este, após adquiri-la, possui autonomia e liberdade, através do seu livre arbítrio, para escolher suas leituras e participar das práticas e eventos de letramento que se identifica.
Todavia, as pessoas cegas só dispõem da possibilidade de acessar o conhecimento por meio da leitura independente há cerca de 200 anos. Somente a partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, e da sua publicação oficial, em 1829, pelo cego francês Louis Braille, tais pessoas tiveram acesso efetivo a um sistema de leitura e escrita adaptado às suas necessidades. Antes desse marco histórico, as pessoas privadas do sentido da visão não possuíam autonomia plena nesse aspecto. Seu acesso à leitura era promovido por diferentes vias, minimamente eficazes, e seu acesso à escrita independente apresentava-se ausente.
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